Front Matter

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Author(s):
International Monetary Fund. Western Hemisphere Dept.
Published Date:
November 2007
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    ©2007 Fundo Monetário Internacional

    Cataloging-in-Publication Data

    Perspectivas econômicas: as Américas – [Washington, D.C.]: Fundo Monetário Internacional, 2007.

    p. cm. – (Estudos econômicos e financeiros)

    Novembro de 2007.

    Inclui referências bibliográficas.

    ISBN 978-1-58906-696-0

    1. Prognóstico econômico – América do Norte. 2. Prognóstico econômico – América Latina. 3.

    Prognóstico econômico – Região do Caribe. 4. América do Norte – Condições Econômicas. 5. América Latina – Condições Econômicas – 1982- 6. Região do Caribe – Condições Econômicas – 1945- 7. América do Norte – Condições Econômicas – Estatísticas. 8. América Latina – Condições Econômicas – 1982- – Estatísticas. 9. Região do Caribe – Condições Econômicas – 1945- – Estatísticas. I. Fundo Monetário Internacional. II. Séries (Estudos econômicos e financeiros)

    HC94. R445165 2007

    Preço: US$31,00

    (US$26,00 para docentes e estudantes em tempo integral em universidades e faculdades)

    Favor enviar pedidos para:

    Fundo Monetário Internacional, Publication Services

    700 19th St. N.W., Washington, D.C. 20431, U.S.A.

    Tel.: (202) 623-7430 Telefax: (202) 623-7201

    E-mail: publications@imf.org

    Internet: www.imf.org

    Sumário

    Prefácio

    Esta edição de Perspectivas Regionais: As Américas foi escrita por Roberto Benelli, Paul Cashin, Jingqing Chai, Marcello Estevão, Christopher Faircloth, Priyadarshani Joshi, Sanjaya Panth, Robert Rennhack, Ivanna Vladkova-Hollar e Jeromin Zettelmeyer sob a coordenação de Caroline Atkinson e Anoop Singh do Departamento do Hemisfério Ocidental do FMI, com contribuições de Tamim Bayoumi, Fernando M. Gonçalves, Maria Lucia Guerra, Andreas Jobst, Herman Kamil, Pär Österholm e Shaun Roache. Economistas dos Departamentos do Hemisfério Ocidental, Mercados Monetários e de Capitais, e Pesquisa proveram comentários e dados. Tom Duffy, Priyadarshani Joshi, Genevieve Lindow, Lita Ali, Joy Villacorte, e Carolina Worthington colaboraram na pesquisa e produção.

    Resumo Analítico

    Visão panorâmica. O contexto global em que se inserem os países do Hemisfério Ocidental é hoje influenciado pela atual fragilidade da economia americana, que se originou no mercado imobiliário, e suas repercussões nos mercados financeiros. A região da América Latina e Caribe (ALC) também sofre os efeitos de outros choques externos que atingiram uma série de países neste ano, com destaque para a alta dos preços dos alimentos. Dado esse cenário, a presente edição das Perspectivas Econômicas: As Américas trata da resistência da América Latina e do Caribe a choques e dos desafios de política econômica relacionados à sustentação da melhoria nos fundamentos da região e, por conseguinte, da expansão econômica atual.

    Vigor global e regional recente. Os recentes choques emergiram após um período excepcional de solidez, tanto no plano mundial quanto no contexto dos países da ALC, o que tem contribuído para conter o impacto da transformação do ambiente externo. Embora nos Estados Unidos a expectativa agora seja de desaceleração do crescimento, para pouco menos de 2 por cento em 2007–08, os países emergentes devem manter um ímpeto suficiente para sustentar o crescimento global num patamar sólido de 4,75 por cento em 2008 (Capítulo 1). A região da ALC tem, de fato, conseguido enfrentar a recente turbulência nos mercados, e a demanda interna tem se mantido forte de modo geral. Dessa forma, o cenário de referência prevê a manutenção de taxas historicamente elevadas de crescimento em toda a região, em torno de 5 por cento em 2007, em média — o quarto ano ininterrupto de expansão vigorosa — e de 4,25 por cento em 2008.

    Progressos sociais na América Latina. Durante a atual fase de expansão, a América Latina fez avanços significativos na redução do desemprego para a faixa de um dígito na maioria dos grandes países e no combate à pobreza e desigualdade arraigadas. É de se notar que o declínio da pobreza na região durante este período de expansão foi muito mais rápido do que na década de 1990, enquanto a desigualdade, apesar de ainda elevada, vem diminuindo desde 1999 na maioria dos países (Capítulo 2).

    Elevação dos riscos. Os riscos para a conjuntura, tanto interna quanto externa, têm um claro viés negativo.

    • Conforme apresentado na recente edição do World Economic Outlook (WEO) do FMI, verificou-se um aumento recente dos riscos externos e das incertezas em torno das perspectivas de crescimento. Alguns riscos estão relacionados ao crescimento dos principais parceiros comerciais — especialmente os Estados Unidos — e à permanência de condições anormais nos mercados de crédito.

    • Na América Latina, a perenidade da atual expansão enfrenta riscos relacionados a fatores internos e externos, em decorrência das tendências recentes (incluindo o quão sustentável elas são) dos gastos públicos e da expansão do crédito. As previsões indicam, em especial, um enfraquecimento dos superávits fiscais e externos, enquanto a inflação começa a se elevar — exacerbada pela alta dos preços internacionais dos alimentos — na medida que a produção se aproxima do seu nível potencial. A alta da inflação na região constitui um teste importante — e, em alguns casos, o primeiro teste — para os regimes de metas de inflação que vêm sendo adotados por um número crescente de países da região.

    Resistência. Usando novos trabalhos analíticos, esta edição das Perspectivas Econômicas analisa a resistência da região a choques e examina as implicações, para a política interna, dos esforços para sustentar a atual expansão.

    • Resistência a choques externos (Capítulo 3). Em comparação à década de 1990, a melhoria dos balanços patrimoniais dos setores público e privado, as expectativas inflacionárias mais baixas e firmemente ancoradas e políticas econômicas mais sólidas tornaram a região mais resistente a mudanças nas condições financeiras internacionais. Por exemplo, diferentemente do passado, taxas de câmbio flexíveis agora fazem parte do arsenal de reações dos bancos centrais às piores condições internacionais. Além disso, são poucos os indícios de que os bancos na América Latina venham a limitar a oferta de crédito em razão dos problemas recentes nos mercados internacionais. Entretanto, a América Latina continua bastante sensível a deteriorações substanciais na demanda externa e à possível piora em suas relações de troca. Segundo novos trabalhos analíticos, um aperto creditício e uma recessão nos Estados Unidos — aliados a uma certa repercussão no crescimento mundial e declínio equivalente nos preços das commodities — poderiam reduzir em até dois pontos percentuais o crescimento da região em 2008, em comparação ao atual nível de referência.

    • Solidez das posições fiscais subjacentes (Capítulo 4). Os superávits fiscais primários latinoamericanos continuaram a subir no ano passado, impulsionados pelo crescimento dinâmico da receita. Resta saber se esses ganhos são permanentes (“estruturais”) ou se resultam de fatores cíclicos. Uma análise minuciosa indica que, na maioria dos casos, os saldos primários estruturais da região continuam superavitários. Não são, porém, tão vigorosos quanto os saldos primários reportados sugerem e estão sujeitos a uma ampla margem de dúvidas, em parte em função das incertezas nas previsões dos preços das commodities. Ademais, segundo novas projeções, as relações receita/PIB devem permanecer estáveis ou apresentar ligeiro declínio. Se as despesas continuarem a crescer a um ritmo médio de 8 a 10 por cento em termos reais, há um risco de que os superávits fiscais primários, tanto reportados quanto estruturais, venham a se transformar rapidamente em déficits nos próximos anos. Como a região apresenta níveis ainda substanciais de endividamento, a deterioração da posição fiscal em função das atuais tendências das despesas é um motivo de grande preocupação.

    • Sustentabilidade da expansão do crédito (Capítulo 5). As taxas médias de expansão do crédito registradas nos países latino-americanos maiores, de quase 40 por cento ao ano, suscitam dúvidas quanto à sustentabilidade da atual expansão dos setores financeiros da região. Uma análise baseada em dois critérios alternativos de crescimento “excessivo” do crédito indica, porém, que a recente expansão do crédito parece estar associada, em grande medida, a melhorias nos fundamentos, e não a um superaquecimento significativo na região como um todo. Essa conclusão é consistente com os indicadores prudenciais e as estimativas mais recentes de solvência bancária baseadas no mercado de ações, que indicam níveis baixos de inadimplência ou probabilidade de inadimplência de empréstimos. Contudo, esse quadro geral basicamente sólido pode mascarar o agravamento das vulnerabilidades em instituições financeiras que podem ter relaxado suas condições de crédito no intuito de acelerar sua expansão.

    Desafios de política. Tomados em conjunto, esses riscos criam grandes desafios para a política econômica a curto prazo, além dos problemas relacionados ao crescimento a longo prazo e à eqüidade social. Antes de mais nada, uma medida altamente recomendável para muitos países latinoamericanos seria a contenção significativa do crescimento dos gastos públicos correntes, para continuar a baixar o nível de endividamento e criar espaço para ampliar os gastos de investimento. Isso também beneficiaria as contas de transações correntes da América Latina, cujos superávits tendem a declinar nos próximos anos em decorrência da estabilização dos preços das commodities num contexto de rápido crescimento das importações. Em segundo lugar, o ritmo acelerado de ampliação do crédito em diversos países exige maior rigor na supervisão regulatória e o reforço da capacidade de supervisão, um fato amplamente conhecido. Em terceiro lugar, considerando que a inflação começa a subir em muitos países, a política monetária tem que buscar um equilíbrio delicado entre a constante preocupação com a inflação e a perspectiva de declínio da demanda externa. Por último, a longo prazo, a região enfrenta o desafio de aumentar seus níveis de investimento e produtividade para aproximá-los dos níveis alcançados por outros países emergentes em rápido crescimento, a fim de sustentar a recente tendência de elevação do crescimento do PIB potencial.

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